segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

APRESENTAÇÃO

A abordagem da Medicina Tradicional Chinesa, em oposição com a medicina dita convencional, vê o ser humano como um todo, ou seja não somente está em causa a doença, mas acima de tudo o que levou a que a doença viesse a manifestar-se.
Isso leva a uma abertura de perspectivas totalmente diferentes, pois deixamos de trabalhar o efeito (doença) e vamos trabalhar a causa, para que doença não somente seja debelada, mas acima de tudo não volte.
Como diziam já alguns anciãos nesta antiga arte de cura; “ … A doença não aparece do nada, tem de existir um tempo de preparo, de desequilíbrio, que permita que ela se possa instalar...”. Em suma e de forma genérica, o famoso desequilíbrio entre o Yin e o Yang.
Importa acima de tudo perceber que a filosofia que rege a M.T.C. não é somente curar o Ser mas sim equilibra-lo de forma que não volte à mesma situação passado alguns tempos.
Para esse efeito, a M.T.C. trabalha em três patamares distintos: o Sangue, os líquidos orgânicos e a essência. Baseando posteriormente o funcionamento dos órgãos, vísceras, estrutura muscular e óssea, com base nesses mesmos patamares.
A nível energético estamos então a referir-nos aos três corpos principais: Corpo físico (sangue), corpo emocional (líquidos orgânicos) e corpo espiritual (essência).
È essencialmente neste prisma da perspectiva do Ser humano que incide a grande diferença entre as duas medicinas, porque justifica o porquê da mesma doença, submetida a um mesmo tratamento poder ter resultados tão opostos, dependendo da pessoa visada.
Não se pretende aqui “descobrir a pólvora” ou a receita milagrosa, pois já tantos outros e mais eruditos anteriormente aprofundaram o assunto. Pretende-se somente encontrar linhas orientadoras que auxiliem, cada um de nós, a melhor entender o que se passa com os nossos corpos e como pudemos, às vezes sem grandes mudanças, sermos o nosso próprio auxílio.
Como disse um antigo filósofo “.. 80% da doença está no corpo físico, mas 80% da cura está no nosso corpo espiritual. Cabe a cada um encontrar a chave que possa abrir a porta para que se conjuguem…”.